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Legião bota o segundo disco na estrada

Dois

Dois

O sucesso do álbum “Legião Urbana”, em 1985, fez Renato Russo pensar em fazer o segundo como duplo, mas a gravadora não concordou e ele acabou sendo simples. Como ocorre frequëntemente na vida, Renato estava certo em querê-lo duplo, pois se tornou o disco mais vendido da história da Legião Urbana. Incluiu sucessos como “Eduardo e Mônica” e “Ãndios”. Dois, de 1986, vendeu mais de 2 milhões de cópias no lançamento.

Pétalas e balas na estreia do Guns

Appetite for destruction

Appetite for destruction

Appetite for destruction, de 1987, foi o álbum de estréia da banda de rock Guns N’ Roses. Criado em Los Angeles, o grupo já começou com polêmica. A MTV se recusou a veicular qualquer clipe dos rapazes e eles foram obrigados a refazer a capa do disco, originalmente baseado na pintura homônima de Robert Williams. Como isso aqui não é MTV, a capa mostrada ao lado é a original mesmo. “Appetite for destruction” é um dos mais vendidos da história do rock, com mais de 15 milhões de cópias.

Trio de violões que marcou época na MPB

D'Alma

D'Alma

O D’Alma era composto por um trio de violonistas. Formado no final da década de 1970, teve como integrantes, em épocas diferentes, André Geraissaiti, Ulisses Rocha, Rui Salene, Mozart Melo e Cândido Penteado, todos instrumentistas de formação erudita e influência jazzística. O álbum D’Alma, de 1981, tem Ulisses Rocha, como violão da direita, Rui Salerne, violão da esquerda, e André Geraissati, violão centro.

Instrumentação original e arrojo sonoro

21

21

O álbum 21, do Uakti, de 1996, envolve pela instrumentação original de seus músicos. Influenciado pelo baiano-suiço Walter Smetak, o grupo, no disco, é formado por Marco Antônio Guimarães (cordas), Paulo Sérgio dos Santos e Décio de Souza Ramos (percussões) e Artur Andrés Ribeiro (sopros). Entre as 10 faixas do álbum, estão “Tema em sete” e “Figuras geométricas”.

Harmonia luxuosa com batida popular

A nova bossa é violão

A nova bossa é violão

Paulinho Nogueira foi um dos maiores violonistas brasileiros nos últimos 100 anos. Apesar de virtuose no instrumento, tinha também criatividade para compor algumas da canções mais lindas da música popular brasileira. A nova bossa é violão é a confirmação de sua genialidade. Mantendo a batida da bossa-nova, inclui contrapontos únicos na execução. Paulinho, ao tocar, lembrava antigos seresteiros, aliando a isso conhecimento profundo de harmonia e uma modernidade inquestionável. Ao contrário da maioria dos violonistas, não usava as unhas no dedilhado, o que torna seu som único e permitia reconhecer seu toque já na primeira nota.

Reunião lança mineiros para o Brasil

Clube da esquina

Clube da esquina

Clube da esquina é o álbum que apresenta um geração de mineiros ao Brasil. Capitaneados por Milton Nascimento, então já um nome conhecido, principalmente pela músicas na voz de Elis Regina, Márcio, Lô Borges e Ronaldo Bastos misturam MPB com toques mais sofisticados do jazz e de utros ritmos, criando uma sonoridade que surpreendeu o País e acabou reconhecida internacionalmente.

Irmãos Veloso na intimidade do palco

Maria Bethânia & Caetano Veloso ao vivo

Maria Bethânia & Caetano Veloso ao vivo

O álbum Maria Bethânia & Caetano Veloso ao vivo começou na Bahia, em 1978, com um show sem grandes pretensões dos irmãos santamarenses. Evoluiu para uma sequência de shows no Brasil e culminou com uma temporada em grande estilo no Canecão, no Rio de Janeiro. O álbum é o resultado desse encontro. É um disco robusto, com os Veloso cantando músicas ligadas à infância em Santo Amaro, como “Maria Betânia” e “Adeus, meu Santo Amaro”, sucessos da época, como “Maninha” e “João e Maria”, e uma troca de intérpretes, com um cantando músicas do outro, como “O leãozinho” com Bethânia e “Carcará” com Caetano. Para encerrar, lançam uma música inédita, “Tudo de novo”.

Elton John dá adeus à inocência de Oz

Good bye yellow brick road

Good bye yellow brick road

Good bye yellow brick road teve seu título retirado do filme O Mágico de Oz, no qual Dorothy e os seus amigos seguem pela estrada de tijolos amarelos. É como uma espécie de adeus à inocência. Bernie Taupin escreveu os versos do disco. As letras falam de trocar uma vida de opulência por um estilo mais simples. Parecem dirigidos a Elton John, que sempre foi espalhafatoso.

Zé e a peleja do diabo com o dono do céu

A peleja do diabo com o dono do céu

A peleja do diabo com o dono do céu

O segundo álbum solo de Zé Ramalho, lançado em 1979/1980, tem no título apenas o nome de Zé, mas ficou conhecido como A peleja do diabo com o dono do céu. A novidade começa pela capa, com o cineasta Zé do Caixão ameaçando o artista, e continua pelos sucessos “Admirável gado novo”, “Pelo vinho e pelo pão” e “Jardim das acácias”. Também tem uma reedição em CD de 2003, mas preferi não incluir os extras dessa versão, mantendo as músicas digitalizadas do vinil original.

Retratos musicais da Bahia por Caymmi

Eu vou pra Maracangalha

Eu vou pra Maracangalha

A música de Dorival Caymmi, como Jorge Amado e João Ubaldo, na literatura, é o retrato fiel da Bahia. Pelo menos de uma Bahia que os mais antigos viram. O disco Eu vou pra Maracangalha, de Caymmi, de 1957, inclui músicas como “Saudade da Bahia”, “Vatapá”, “365 Igrejas” e “Acontece que eu sou baiano” e é um documento histórico da boa terra do saudoso compositor.